• Capitolina Revista

Nara Vidal traduz Virginia Woolf

Mulheres na ficção


( arte: Nara Vidal)


MULHERES NA FICÇÃO

VIRGINIA WOOLF

Tradução: Nara Vidal


Nota da tradutora:

Este ensaio compõe o livro The Art of Fiction (A Arte da Ficção) e é um dos primeiros rascunhos que expõem ideias recorrentes que Virginia trabalharia repetidamente até concluir o livro que passou a se chamar A room of one’s own, 1929 (Um teto todo seu), resultado de uma palestra dada pela autora, em Newnham College, Cambridge.


O título deste artigo pode ser lido de duas formas: pode ser uma alusão à mulher e à ficção que ela escreve, ou à mulher e à ficção escrita sobre ela. A ambiguidade é proposital, já que em termos de mulheres escritoras, um pouco de flexibilidade no conceito é desejável; é preciso deixar espaço para lidar com questões além da escrita, já que essa mesma escrita é influenciada por condições que nada têm a ver com a arte.

O questionamento mais simples em relação à escrita de uma mulher imediatamente levanta uma gama de demandas. Por que, nos perguntamos, não houve qualquer continuidade cronológica na escrita feita por mulheres antes do século dezoito, uma vez que elas escreviam tão frequentemente quanto os homens, e no curso dessa produção escrita, escreveram grandes clássicos da literatura inglesa um após o outro? E por que a escrita feita por mulheres, naqueles tempos e ainda hoje, é predominantemente ficcional?

Se pensarmos um pouco, veremos que estamos nos perguntando questões cuja resposta, apenas solidifica a própria ficção. A resposta está trancada em velhos diários, empurrados para os fundos das gavetas, parcialmente destruída nas lembranças envelhecidas.

A resposta pode ser encontrada no obscuro das suas vidas – naqueles corredores das histórias de luzes pálidas, onde as figuras de gerações de mulheres são tão apagadas e tão esporadicamente reconhecidas, já que tão pouco se sabe sobre elas. A História da Inglaterra é a história das vidas dos homens, não das mulheres. Temos sempre conhecimento sobre as figuras dos pais e suas distinções. Foram soldados, foram marinheiros, trabalharam em escritórios e aprovaram leis. Mas sobre nossas mães, nossas avós e nossas bisavós o que resta? Nada a não ser tradição. Uma foi bonita. A outra era ruiva. Uma ganhou um beijo da rainha. Não sabemos nada delas a não ser seus nomes, as datas dos seus casamentos e o número de filhos que tiveram.

Qualquer um que se dispuser a pesquisar esses registros antigos, que se dispuser a virar a história de ponta cabeça e construir uma imagem fiel da vida rotineira de uma mulher comum que viveu nos tempos de Shakespeare, de Milton, de Johnson, escreveria não apenas um livro de enorme impacto, mas estaria fornecendo ao crítico as armas que neste momento lhe faltam.

A mulher extraordinária depende da mulher comum. Só quando entendemos como eram as condições de vida da mulher comum – quantos filhos teve, se tinha meios próprios, se tinha um teto todo seu, se contava com uma rede de apoio para criar os filhos, se tinha empregados, se parte do trabalho doméstico era sua responsabilidade – apenas a partir daí, nós podemos analisar a forma e experiência de vida que foram possíveis à mulher comum e entender o nível de sucesso ou fracasso da mulher extraordinária como ficcionista.

Algumas lacunas de silêncio parecem separar um período de atividades do outro. Existiu Sapho e um pequeno grupo de mulheres que escreveram poesia numa ilha grega seiscentos anos antes do nascimento de Cristo. Elas foram silenciadas. Daí, por volta do ano 1000, nos deparamos com uma dama da corte, uma tal Lady Murasaki, escrevendo uma longa e bela novela no Japão. Mas na Inglaterra, no século dezesseis, quando dramaturgos e poetas estavam em plena atividade, as mulheres restaram em silêncio. A literatura elizabetana é exclusivamente masculina. Daí, no fim do século dezoito e no início do dezenove, encontramos mulheres escrevendo novamente – agora na Inglaterra – com sucesso e frequência extraordinários.

As leis e os costumes, claro, foram amplamente responsáveis por essas estranhas intermissões de silêncio e discurso. Quando era aceitável que uma mulher fosse, como foi no século quinze, espancada e agredida dentro de casa, caso ela não aceitasse se casar com o homem escolhido pelos seus pais, a atmosfera não era das mais favoráveis à produção artística. Quando ela se casava sem seu próprio consentimento com um homem que se tornava, como consequência, seu senhor e dono, ‘de acordo com consenso legal’, como era no período da dinastia dos Stuart *, muito provavelmente ela tinha pouco

(Keats)

tempo e raro estímulo para escrever. O imenso impacto do entorno e a relação disso com a nossa mente, nós, nesta nossa era psicanalítica, começamos a compreender. Ou seja, através de diários e cartas que nos auxiliam, começamos a entender o quão anormal é o esforço necessário para se produzir arte, e que um artista precisa de assistência e apoio emocionais. Estamos certos desse fato conforme nos demonstram as vidas e cartas de homens como Keats, Carlyle e Flaubert.

Portanto, é claro que o extraordinário jorro de ficção no início do século dezenove na Inglaterra foi anunciado pelas inúmeras pequenas mudanças nas leis, nos costumes e hábitos. Além disso, as mulheres do século dezenove também se divertiam; elas também tinham uma Educação. Não era mais uma exceção que mulheres de classe média e alta escolhessem seus maridos. E é também significativo que quatro das grandes romancistas – Jane Austen, Emily Bronte, Charlotte Bronte, e George Eliot – não tivessem filhos e duas fossem solteiras.

Ainda assim, apesar de, claramente, a escrita não mais ser banida, prevalecia, parece-me, uma intensa pressão nas mulheres para que escrevessem romances. Essas quatro mulheres citadas não poderiam ter sido mais diferentes em talento e personalidade: Jane Austen nada tinha em comum com George Eliot; George Eliot era o exato oposto de Emily Bronte. Ainda assim, todas desenvolveram um mesmo gênero literário: todas, quando escreviam, escreviam romances.

Romance foi, como ainda é, o gênero mais fácil para uma mulher escrever. Não é difícil encontrar a razão para isso. Um romance é o gênero menos concentrado na arte da escrita. Um romance pode ser deixado de lado ou retomado muito mais facilmente do que uma peça ou um poema. George Eliot largou um romance para cuidar do pai doente. Charlotte Bronte largou a caneta para descascar batatas. Esse estilo de vida passado dentro da sala de estar, sempre na presença de outras pessoas, acabava por treinar a mente das mulheres para o exercício de observação usado em análise personagens. Ou seja, eram expostas a uma dinâmica que as treinava para serem romancistas e não poetas.

Até mesmo no século dezenove, a mulher tinha como experiência unicamente a sua casa e as suas emoções. Os romances do século dezenove, excelentes que sejam, foram profundamente influenciados pelo fato de que as mulheres que os escreveram haviam sido excluídas de determinadas experiências por conta do seu gênero. E que essas experiências tiveram grande influência na ficção é algo irrefutável.

Grande parte dos romances de Conrad, por exemplo, seriam nulos não fosse pela oportunidade que ele teve de ser um marinheiro. Tire todo o conhecimento que Tolstoi tinha sobre a guerra, sobre a vida e a sociedade como um jovem rico, bem-educado, a quem foi proporcionada toda sorte de experiência, e Guerra e Paz se empobreceria consideravelmente.

Ainda assim, Orgulho e Preconceito e o Morro dos Ventos Uivantes, Villete e Middlemarch foram escritos por mulheres que foram, forçadamente, poupadas de todo tipo de experiência que não fosse vivida na sala de estar da classe média. Não era possível haver experiência própria ou explorar territórios ou participar de assuntos políticos ou financeiros. Até mesmo a vida emocional das mulheres estava estritamente regulada pela lei e por costumes. Quando George Eliot ousou ir morar com Sr Lewes sem ser oficialmente casada com ele, a opinião pública ficou escandalizada. Sob pressão, ela cedeu à vida reclusa do subúrbio, o que, inevitavelmente, teve o pior efeito possível na sua criação. Em certa ocasião, ela escreveu que, a não ser que as pessoas se interessassem em visitá-la, ela nunca as convidaria. No mesmo período, mas do outro lado da Europa, Tolstoi vivia uma vida livre como um soldado, com homens e mulheres de todas as classes e sem a censura de ninguém. Experiências das quais ele fez uso em seus romances com imensos viço e vigor.

Porém, os romances escritos por mulheres não foram impactados apenas pela restrita gama de experiência das autoras. Eles demonstram, ao menos no século dezenove, outra característica associada ao gênero. Em Middlemarch e em Jane Eyre nós temos consciência, não meramente das personagens, como acontece nos romances de Charles Dickens, mas temos consciência da presença da mulher – alguém que ressente o tratamento dado ao próprio gênero e que implora por seus direitos. Isso traz à escrita das mulheres um elemento que está completamente ausente da escrita dos homens, a não ser que ele seja um sujeito da classe trabalhadora, um negro ou alguém que, por alguma razão, tem consciência da sua desvantagem. Esse elemento é uma espécie de distorção que é frequentemente a causa de uma escrita fraca. O desejo de reivindicar alguma causa pessoal ou a utilização da personagem como ilustração para algum descontentamento e lamento sempre tem um efeito angustiante, como se o ponto para o qual a atenção do leitor é direcionada fosse, repentinamente, repartida em tópicos em vez se de manter única.

(George Eliot e Jane Austen)


O talento de Jane Austen e Emily Bronte sempre foi inquestionável e a qualidade de seus trabalhos foi superior à sedução de escrever panfletos e reclamações, não se deixando levar por críticas e censuras. Mas é necessária uma mente muito serena e determinada para resistir à tentação do ódio. O ridículo, a censura, a garantia da inferioridade de uma forma ou de outra e que foram incutidas nas mulheres que criavam arte, claro, provocaram esse tipo de reação, como a ira. É possível identificar essa característica na indignação de Charlotte Bronte, na resignação de George Eliot. Porém, esse tema é encontrado repetidamente nos trabalhos das escritoras de menor talento – na escolha dos seus temas, nas suas articulações e na doçura forçadas. Elas adotam uma visão de deferência à autoridade. Uma visão que se torna excessivamente masculina ou excessivamente feminina; perde sua perfeita integridade e, com isso, a qualidade mais essencial da obra de arte.

A mudança maior que veio à tona na escrita feita por mulheres é, como se nota, uma mudança em atitude. A escritora deixa de ser amarga. Ela não tem mais raiva. Ela não mais reivindica e protesta enquanto escreve. Nós nos aproximamos, se já não chegamos lá, a um ponto em que a sua escrita terá nenhuma ou mínima influência externa que possa atrapalhá-la. A escritora poderá se concentrar na sua opinião sem distrações externas. A relativa indiferença a essas questões sociopolíticas que antes estava disponível apenas aos de grande privilégio, talento e originalidade começa a alcançar a mulher/escritora comum. Assim sendo, o romance médio escrito por uma mulher é hoje muito mais interessante e honesto do que foi há cem ou até há cinquenta anos.

Todavia, ainda é certo que, antes de uma mulher poder escrever exatamente o que lhe dá vontade, ela precisa encarar muitas dificuldades.

Para começo de conversa há uma dificuldade técnica – aparentemente tão simples, em realidade tão desconcertante – que é a própria estrutura de uma frase não se encaixar na escrita das mulheres. As frases feitas por homens são muito vagas, muito pesadas, muito pomposas para que uma mulher faça uso delas. Ainda assim, num romance, que cobre um território tão amplo é necessário que a mulher encontre frases e estruturas mais simples e diretas que facilitem a leitura do começo ao fim. E isso uma escritora precisa fazer sozinha, alterando e adaptando a estrutura atual até que ela escreva de uma forma que seja natural e fiel aos seus pensamentos sem massacrá-los ou sem distorcê-los.

Mas isso, afinal de contas, é apenas um meio para se chegar a um fim, e o fim ainda deve ser alcançado apenas quando uma mulher tem a coragem de combater a oposição e de ter a determinação de ser verdadeira consigo mesma. Pois um romance é uma afirmação sobre mil pontos diversos – humano, natural, divino; é uma tentativa de relacioná-los. Em todo romance de qualidade esses diferentes elementos estão postos pelo vigor da visão do autor. Mas esses elementos têm ainda outra natureza que é imposta às escritoras por convenção, já que eles estabeleceram uma ordem de valores essenciais, e já que a ficção é fortemente fundamentada na vida, esses valores prevalecem com grande força.

É provável, porém, que tanto na vida quanto na arte os valores de uma mulher não sejam os mesmos valores de um homem. Assim, quando uma mulher escreve um romance, ela se encontra perpetuamente desejando que possa alterar os valores estabelecidos – para dar seriedade ao que parece insignificante a um homem, e trivial o que parece importante a ele. E por isso, claro, ela será criticada; já que o crítico do sexo oposto se sentirá de fato confuso e surpreso pela tentativa de modificar a escala de valores em vigência, e verá nisso não meramente uma divergência de ponto de vista, mas um ponto de vista que é fraco, trivial ou sentimental porque é diferente do seu próprio. Mas acontece que aí, as mulheres começam a ser tornar mais independentes também em suas opiniões. Elas começam a respeitar suas próprias noções de valores. E por essa razão, os temas dos seus romances começam a mostrar alguma alteração. Parecem ser menos interessados em questões autobiográficas; por outro lado as escritoras estão mais interessadas nas mulheres. No início do século dezenove os romances escritos por mulheres eram, na grande maioria, autobiográficos. Uma das motivações que as levaram a escrever era o desejo de expor seus sofrimentos, de reivindicar suas próprias causas. Agora, já que esse desejo já não é mais tão urgente, a mulher começa a explorar seu próprio gênero, a escrever sobre mulheres como nunca se escreveu sobre mulheres antes, já que até muito recentemente o tema mulheres na literatura foi uma criação masculina.

Aqui há, mais uma vez, obstáculos a serem transpostos. Como norma, nada de concreto permanece no dia de uma mulher. O jantar que foi preparado foi comido, as crianças que foram olhadas e cuidadas saíram para ganhar o mundo. Sua vida é a de uma personagem anônima que está extremamente


(As irmãs Bronte)


constrangida e confusa. Pela primeira vez, esse território sombrio começa a ser explorado na ficção ao mesmo tempo em que a mulher precisa conceber as mudanças de pensamentos e hábitos femininos que se avançam com as novas aberturas para o mercado de trabalho. Ela precisa assimilar como sua vida deixa de ser vivida no subterrâneo. Ela descobre que novas cores e tons se mostram nela a partir de agora, e que ela está exposta à luz.

Se, então, alguém tentar resumir a personagem da ficção feminina neste presente momento, poderia se dizer que é uma personagem corajosa, honesta e reflete bastante sobre o seu próprio sentimento. Não é uma personagem amarga, não é uma personagem que insiste na sua feminilidade. Mas ao mesmo tempo, um livro escrito por uma mulher não é escrito como um homem o escreveria. Essas características são muito mais comuns hoje em dia e acabam por classificar trabalhos de relativa qualidade como trabalhos de grande valor pela verdade e pelo interesse na honestidade.

Além dessas qualidades, há dois pontos que ainda precisam ser discutidos. A transformação que viu a mulher inglesa passar de uma figura vaga, sem influência a uma eleitora, trabalhadora, cidadã responsável proporcionou a ela, tanto na sua vida quanto na sua arte uma transformação em direção ao impessoal. Suas relações deixaram de ser apenas emocionais; elas são intelectuais, elas são políticas. O velho sistema que a condenou a uma exclusão cega pelos olhos e interesses do marido ou do irmão, deu lugar a interesses práticos e diretos de alguém que precisa agir por si só, e não meramente influenciada por outros. Por isso sua atenção vem sendo desviada de temas pessoais, experienciados exclusivamente no passado, para o impessoal e amplo, e seus romances, por consequência, se tornam socialmente mais críticos e menos analíticos sobre a vida íntima.

Pode-se ainda esperar que as repartições e cargos de Estado, que foram até aqui uma prerrogativa masculina, começam a ser ocupados também por mulheres. Seus romances abordam demônios sociais e soluções. Suas personagens masculinas e femininas não se relacionam apenas emocionalmente entre si, mas se agrupam e se desentendem em diferentes raças e classes. Essa é uma mudança de extrema importância. Mas há ainda outro ponto: a grande impessoalidade nas vidas das mulheres encorajará o espírito poético, e é na poesia que a ficção feminina permanece mais fraca. Isso as levará a estarem menos absortas em fatos e não se contentarão mais em registrar com espantosa agudeza o momento exato de cada uma das suas observações. Elas olharão para além de suas relações pessoais e políticas e verão questões mais amplas com as quais poetas tentam lidar – o destino e o sentido da vida.

A base do fazer poético é, claro, encontrada em coisas materiais. Depende de lazer, um pouco de dinheiro, e a oportunidade que o lazer e o dinheiro proporcionam de observar tudo impessoalmente e sem paixão. Com dinheiro e lazer à disposição, as mulheres naturalmente se ocuparão de atividades que vão além da dedicação a cartas e diários. Elas farão uso mais consistente e mais sutil do seu instrumento de escrita. Sua técnica ficará mais corajosa e mais rica.

No passado, a qualidade da escrita feminina sempre se baseou no talento divino, como o canto do pássaro negro ou do tordo. Como se fosse um dom e viesse do coração. Mas essa qualidade foi também muito mais resultado de conversa fiada, fofoca, mera tagarelice colocada no papel, cuja tinta era deixada para secar em borrões. No futuro, desde que seja garantida à mulher tempo, livros e um pequeno espaço para ela dentro de casa, a literatura se tornará para a mulher, como se tornou para o homem, uma arte a ser estudada. O talento da mulher virá através da prática e do fortalecimento. O romance deixará de ser um campo para lamentações e emoções pessoais. Passará a se tornar, mais que agora, um trabalho artístico como qualquer outro, e seus recursos e limitações serão explorados.

A partir daí, será um passo para o exercício das artes sofisticadas, até aqui tão pouco praticado por mulheres – a escrita de ensaios e crítica, livros históricos e biografia. O desenvolvimento desses gêneros por mulheres será uma vantagem e deve inclusive melhorar a qualidade do romance, já que espantará exatamente da escrita do romance, tantas vezes escrito por sua acessibilidade, mulheres que tinham desejo em escrever outros gêneros. Ou seja, o romance se verá livre dessas excrecências da História e fatos que, no nosso tempo, o tornaram tão desconjuntado.

Portanto, se pudermos lançar uma profecia, as mulheres num tempo futuro, escreverão menos romances, mas romances melhores; e não apenas romances, mas poesia e crítica e livros históricos.

Mas para que isso aconteça, para que possamos pensar em olhar para uma era de ouro, quando as mulheres terão o que lhes foi negado por tanto tempo, elas precisam de lazer, dinheiro e um teto todo delas.


*Período da dinastia Stuart – período da História da Inglaterra que sucede o período da dinastia dos Tudor. Teve início com o governo do rei James I da Inglaterra (James VI da Escócia.)


A TRADUTORA

Nara Vidal é escritora, editora, tradutora, professora e colunista.



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